terça-feira, dezembro 19, 2006
domingo, dezembro 17, 2006
Call to Action!
Os Isabelle, para além de serviço público, é também consciência social. Como tal, declaram esta semana como a “Throw Your Mediocre or Plain Bad Books and Records Against a Pine Tree Week”.
Todos nós temos no fundo dos nossos armários Bon Jovis e/ou Bryan Adams’s, revérberos da nossa juventude irreflectida, para os quais nos é penoso, hoje em dia, olhar sequer.
Desfaça-se de uma maneira saudável, através da prática locomotiva braçal, de coisas que o envergonham quando é visitado pelos seus amigos!
Pegue nos seus exemplares de Verónica Decide Morrer e Ao Vivo na Baía de Cascais e atire-os contra um pinheiro! Depois partilhe a sua experiência com os Isabelle!
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Título
design do voador por Corkeriana
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Poema-coiso para Augusto Pinochet:
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrtttttttttt......puh!
(na fronha do senhor)
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrtttttttttt......puh!
(no retrato do senhor)
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrtttttttttt......puh!
(no bigode rectilíneo-fascista do senhor)
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrtttttttttt......puh!
(na farda cinzenta militar-militarista do senhor)
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrtttttttttt......puh!
(no corpo balofo do senhor)
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrtttttttttt......puh!
(na campa do senhor general presidente doutor ditador)
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Comunicação para ler debaixo dos lençóis ou napraiaenquantosesaltaumaonda.
A singularidade de um vírus líquido
afasta as possibilidades gastronómicas e galináceas
que tinham sido perspectivadas pelo Grande Anão.
Contudo, e logo após a digestão do vigésimo terceiro dia,
a totalidade, tal como nós a conhecemos,
sofreu as seguintes e insofismáveis alterações:
Ponto 1:
a partir de hoje já se pode dizer adeus com os pés.
Ponto 2:
a partir de hoje comer sopa será um acto de revolta.
Ponto 3:
a partir de hoje todos os pães com manteiga serão sex-symbols.
É neste cenário, que cabe numa diskete-apocalipse,
que se libertam os odores corporais,
que se iniciam as conversações sobre os pinheiros de Natal
e que terminam as perseguições aos que se opõem às facas de serrilha.
Encontramo-nos agora num período de sonolência,
todos nós e todos os Noés.
As arcas flutuam, é um facto, mas não para sempre
e por isso é necessário recorrer, correr outra vez, à protecção da caneta Bic.
Por fim, e agradecendo a todos a vossa disponibilicoiso,
gostaria de vos deixar.
Não sei com quê.
terça-feira, dezembro 12, 2006
domingo, dezembro 10, 2006
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Seita outra vez.
Mandioca de papel de geleia azul
misturada com
Juncos vernaculares de rim de lampreia
misturados com
Acepipes standard levemente mal passados
misturados com
Sopa de lírios amarelecidos à lua
misturada com
Bolachas de vinho e pimenta
misturadas com
Côdeas de algodão doce impotente
misturadas com
Pães salpicados em castelo
misturados com
Fruta minuciosamente desbotada
misturada com
Bolos de calvície precoce
misturados com
Alheiras de dois em dois metros
misturadas com
Caviar cor de já ter sido
misturado com
Leite da véspera do dia seguinte
misturado com
Costeletas descascadas do avesso
misturadas com
Puré de sucata distraída
misturado com
Couves de pernas para o ar
e uma pitada de sal.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Plebiscito - O melhor de 2006
No dia em que este berloque faz um ano, os Isabelle Chase Otelo Saraiva de Carvalho, num laivo de democracia directa e participativa, querem saber o que o Povo acha do seu trabalho. Assim, deixamos nas mãos do caro leitor-ouvinte-fã a escolha do melhor álbum-maquete, gravado neste ano da senhora Couve de 2006. É só votar!
Lançamento da Organeta
Como prometido e largamente anunciado, eis que é lançado - coincidindo com o primeiro aniversário deste berloque - o novíssimo álbum-couviano «Grandes Êxitos das Músicas Clássicas e da Canção Portuguesa em Organeta», cujo «singler-tease», «Brahms Antártida é Marca de Chop», já havia sido apresentado.
A crítica oficial do álbum, elaborada pelo «reviewer» encartado da banda, o senhor Jacaré, descreve cabalmente o espírito inerente a este trabalho fenomenológico-conceptualista. Assim - e passando a citar alguns excertos jacarianos - «a faixa inaugural, “Brahms Antártida é Marca de Chop” (...) reporta-nos para um universo onde se conjuga, como só os Isabelle sabem fazer, duas esferas sonoras até então aparentemente inconciliáveis. Ao escutarmos este belo tema, podemos imaginar-nos em Copacabana, bebericando cerveja com o compositor alemão».
«Segue-se “É Verga Rafas de Óleo”, onde desde logo o modus operandi dos Isabelle e seu confronto sonoro nos é apresentado. Depois de Brahms, somos sentados numa duna ao lado de Rui Reininho e sua banda. Só que os nossos pés não são banhados por água do mar, mas sim pela enormíssima qualidade deste grupo de terras do Mondego». (...)
«A faixa que se segue à quarta, que, ironicamente, é a quinta, remete-nos para uma dimensão intrínseca à obra isabelliana: o cariz social. “Nightchopin in Nortechopin I” concilia, numa sagaz crítica à bienséance ocidental, envolta num desenfreado consumismo-espéce, o universo de Freddy Chopin com toda uma morfologia organetal que roça o doentio, a quintessência do talo». (...)
«A pièce de résistance de Grandes Êxitos das Músicas Clássicas e da Canção Portuguesa em Organeta é a faixa com o número que Jardel ostenta nas suas costas. “Dynamic Mutation and its Molecular Cytogenetics Introducing Tim com ar Suíno” (que um dos tais felizardos fãs que ouviu algumas faixas em primeira mão definiu assim: “eu quando oiço essa merda lembro-me do gajo todo inchado, a suar e cantar merda como normalmente”), título claramente influência dos Man or Astro-Man?, traz à discussão a faceta mais científica deste trio. Na verdade, a metáfora do cientista louco adapta-se perfeitamente a esta banda. Ouvindo este álbum, imaginamo-los de volta de tubos de ensaio, supercomputadores e revistas Gina, chegando finalmente a essa fórmula mágica e magnificente que é o seu roque». (...)
«Depois de um ainda recente You Say Hello and I Say Bairrada, que granjeou excelentes críticas no estrangeiro (Fundão e Cabo-Verde compreendidos), os Isabelle Chase banqueteiam-nos com este magnífico Organeta, um álbum que promete bastante. Será que é desta que a indústria discográfica nacional vai abrir os olhos e ver que Isabelle é, de facto, “l’avenir de l’homme”?».
Este álbum está disponível para «download» ou, se preferirem, podem ir aos podcasts ver as vistas.













